Saltitando com as Palavras, como o próprio significado da palavra SALTITAR — divagar de um para outro assunto — foi idealizado para expressar e partilhar as pequenas coisas boas, e menos boas da vida, tais como: emoções, dificuldades, desafios, conquistas, alegrias, enfim, pulular este espaço com todo o tipo de informação para o bem-estar e lazer.

Ser mãe é se inundar de gratidão por tudo que recebe e aprende com um filho ...

Cada mãe é unica e cada mãe tem sua própria forma de ser, porém, todas possuem um sentimento em comum: Doação, que é a mais completa forma de amar.

Ser mãe vai muito além da poesia...é um dom divino... é ser paciente, é amar, é educar, é corrigir, é disciplinar e, acima de tudo, estar disposta a sofrer, a suportar, a se doar sem nada pedir, visando apenas o bem-estar e a segurança de um outro ser — o filho.

A mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Na Antiga Grécia, a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus, considerada a Mãe dos Deuses.


Mais tarde, no início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas.

Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz.

Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães.

Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa.

Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas.

Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.


No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918, mas, somente em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio e, em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia das Mães era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia das Mães é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.



Nossa homenagem a todas “As Mães do Universo” e, é claro, a todas as avós, também chamadas de "Segundas Mães".

Ser Mãe

...Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.



O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.


É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais — não para realizar os seus sonhos — para ver a criança realizar seus sonhos.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá...


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Ser mãe é se inundar de gratidão por tudo que recebe e aprende com um filho ...
Adaptação do texto:Ser Mãe de Sharon Nicola Cramer
http:saltitandocomaspalavras.blogspot.com
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